Dia de alegria ou de tristeza? Não tenho como dizer. Meus dias simplesmente são tão bipolares quanto as pessoas que convivem comigo. Não que isso seja de todo ruim, mas me deixa confusa a cerca dos acontecimentos a minha volta. Eu sei que não deveria reclamar do que eu tenho, mas enfim, isso não é reclamação. Minha vida é muito boa, tenho amigos e família que me apóiam por demais. Mas como todas as pessoas do mundo, eu preciso de mais para ser feliz. É o instinto do ser humano e de sua alma. Minha alma e meu corpo anseiam pelo mesmo: o desejo de amar e ser amada incondicionalmente e incontrolavelmente. Talvez até possessivamente, mas talvez não seja tão bom como um amor normal, mas dominador. Sei que ultimamente venho parecendo repetitiva demais, mas os sentimentos que dominam minha mente nesses últimos dias são de confusão e tentativa de encontrar o que se perdeu. E nem sei se isso é bom. Era para eu esquecer de tudo e tentar recomeçar.
Eu sempre me repreendo, digo a mim mesma: Trianna pare de amar quem não a ama, de querer quem não a quer e de lembrar dos momentos passados há anos atrás. E o que acaba ocorrendo? As conseqüências são os textos mais românticos e mórbidos que já escrevi. Aqueles onde minha alma se entrega e se desfaz. Onde minhas emoções se misturam a de muitas meninas, porém se separa de todas. Minhas emoções não estão em meu coração ou em meus feitos, mas sim em minha alma que conseguiu, depois de anos se libertar.
Mas você deve se perguntar como posso ser uma alma livre se ainda vivo em um corpo? Simples. O corpo que habito me leva a liberdade, pois nele expresso os sentimentos que guardei por séculos apesar de serem por pessoas diferentes. Pelo pouco vivido nessa nova vida me apaixonei milhares de vezes e percebi que era meu corpo pulsante e não a minha alma. Há quase três anos, dominei este corpo e agora as emoções pertencem a mim.
Agora a expressão "amar de corpo e alma" começa realmente a ter sentido. E não um sentido figurado, mas cem por cento literal. Amar agora é mais difícil do que há seis séculos atrás. Antes, mesmo que não correspondido, o amar era mais simbólico. Hoje, não passa de uma palavra.
Espero que tenham entendido o meu ser. Que compreendam que não é tão fácil compreender-nos. Somos 2 mas com um só objetivo. Espero que os amigos que magoei anteriormente percebam a complexidade do meu interior. E que vejam que não fui rude, apenas simplifiquei o que poderia causar-lhes a confusão de agora. Que fiquem confusos! Não foi simplificar-me para agradá-los.
Agradeço por ter um corpo que possa expressar o que sinto em palavras. Porque viver entre mundos nos faz muito mal. E eu sei que passei tempo demais perdida. Mas agora me encontrei e é isso que importa.
Obrigada, Trianna
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Alegrias e Tristezas
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011.
Postado por
Trianna Volturi
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sexta-feira, fevereiro 11, 2011
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